29 julho 2008

Cada um pode mudar o mundo!

Gente, a cada dia somos devorados pela criminalidade que toma conta do nosso país. Hoje o que se vê nos telejornais é uma onda de mortes dos inocentes por aqueles que se diziam ser preparados e treinados para manter a ordem do nosso país. Muitas são as vítimas dos guardiões da ordem social. Mas o que hoje ocorre com grande freqüência já existia a muito tempo. Logo quando entrei na faculdade tive que ler um livro Rota 66 do jornalista Caco Barcelos, que conta tudo como os policiais da Rota de São Paulo agem na cidade matando inocentes que são confundidos por marginais e ficam por isso mesmo. Hoje ficamos cada vez mais supressos com tamanha violência, só que isso que está acontecendo agora, já ocorre há muitos anos atrás e nada foi feito anteriormente, muitos inocentes morreram e morrem a cada dia e nada muda. A desculpa que ouvimos sempre é que eles erraram, e pronto, uns ainda conseguem ser expulsos da corporação e os outros? Será que será preciso que mais uma, duas, três crianças morram para se tomar uma providência? Sinceramente hoje, apesar de não ser tão seguro preciso passar a maior parte do meu tempo em casa do que na rua, tenho medo. A semana passada eu vi uma cena que fiquei horrorizada, tinha 3 policiais sendo 1 uma mulher, ao redor de um homem de rua, e o cara estava sentado na pista, dificultando o trânsito, tudo bem que o cara estava errado, mais não precisava que eles fossem tão grosseiros com ele, eles gritavam com esse cara para levantar, puxava ele, sei lá, ninguém sabia o que esse cara tinha, será q ele estava sentindo alguma dor?Muitas pessoas paradas na frente do Iguatemi(Salvador) olhando aquilo, muitos rindo, outros chamando o cara de louco e tal; eu acho que eles não precisavam fazer tamanha brutalidade com aquele homem não sabíamos o que ele tinha de verdade, talvez estivesse fraco de tanta fome, com dor, triste pela situação. Precisamos ser mais conscientes e ter humildade com as pessoas independentes do estado em que elas estejam; ninguém sabe o que levou aquele homem a está nas ruas, hoje temos um canto para morar mas o amanhã só Deus é quem sabe.
Os policiais têm o dever sim de preservar e manter a ordem nacional, e só agir com a força quando for necessário, porém o que observamos hoje é que essa teoria nem sempre é exercida na prática. As abordagens, no entanto são feitas com bombardeios de tiros, bombas de gás lacrimogêneo entre outras coisas mais. Precisamos ter uma visão mais crítica sobre tudo o que enchergamos ou não, muitas vezes ficamos ali parados como aquelas pessoas só olhando e julgando sem nem saber o que estava acontecendo. Confesso a vocês que com certeza eu naquele momento agir diferente, em vez de olhar ou rir, orei e pedi a Deus que ajudasse aquele pobre homem, e mesmo sem parar para ficar admirando como tantas outras pessoas continuei seguindo o meu caminho agradecendo a Deus por ele ter conseguindo se levantar e não ter acontecido o pior.
Nós sozinhos não podemos mudar o mundo, mas sozinhos podemos ter atitudes de humanidade, honestidade, carinho e atenção com o nosso próximo, basta só que cada um faça sua parte.
Jesus está voltado e não sabemos como ele vem.

10 junho 2008

Ubatuba

Praia de Itamambuca
Para quem deseja conhecer ou apreciar lindas paisagens, montanhas, e praias belíssimas não podem deixar de visitar Ubatuba, que preserva riquezas históricas desde a chegada dos portugueses no Brasil, até os dias de hoje.
Localizada a 235 quilômetros de São Paulo e na divisa com o estado do Rio de Janeiro, Ubatuba situa-se no litoral norte paulista e abriga os trechos mais exuberantes desde litoral. Constituída por cerca de 70 praias em todo seu litoral e sendo um dos 15 municípios paulistas que possuem estâncias balneáreas, destaca-se por possuir diversos portos naturais espalhados ao longo da costa litorânea e pelas suas praias desertas ou com ondas fortes procurada por muitos turistas e surfistas de diversas regiões.
De origem folclórica a palavra Ubatuba, significando muitas canoas, vem dos indígenas, que nas lutas contra os portugueses marcou este litoral como ponto de encontro, uns chegavam de canoas e outros em quantidades maiores chegavam por terra o que chamava atenção dos íncolas da aldeia de Iperoing, o que resultou a exclamação “ubá-tubá”.
Ubatuba começa aparecer na história do Brasil com nome de Aldeia de Iperoing, nos relatórios de José de Anchieta ao Provincial da Ordem dos jesuítas contando sobre os conflitos existentes na região. Os primeiros habitantes foram os índios tupinambá, eram excelentes canoeiros. Os portugueses e franceses quando chegaram queriam dominá-los e ficar com a terra; contou com o apoio dos tupiniquim que se aliaram a eles e tornaram-se os maiores inimigos dos tupinambá. Para se defender os tupinambá formaram a Confederação dos Tamoios e passaram a enfrentar os estrangeiros.
Hoje Ubatuba preserva em sua natureza as marcas de um passado com suas casas históricas, a cultura de um povo que deixou tradição e o potencial como estância balneária. Quem gosta de fazer trilha pode percorrer trilhas monitoradas, nas quais se vêm florestas preservadas símbolo de um passado indígena, além de ecossistemas, cachoeiras e o maravilhoso encontro do rio com o mar na praia de Puruba, uma praia selvagem, deserta e sem habitação alguma.
Os passeios mais tradicionais são para o Núcleo Picinguaba, Parque Estadual da Serra do Mar e as Ilhas de Anchieta e Prumirim. Patrimônio da humanidade reconhecido pela UNESCO, o Núcleo é localizado na praia da Fazenda – o único trecho do litoral protegido – uma área que abrange manguezais, costões rochosos, mata de restinga e ecossistemas. Em Anchieta que se chamava ilha dos Porcos, vê-se ruínas de um antigo presídio, palco de uma rebelião violenta em 1952, sendo desativado três anos depois. Anchieta oferece uma linda paisagem e pontos de mergulho, além de abrigar o Projeto TAMAR/IBAMA das Tartarugas Marinhas. As tartarugas utilizam o local como fonte de abrigo e alimento e são protegidas por esses órgãos.
Na ilha de Prumirim observa-se o encontro da água doce com a salgada no Rio Prumirim também podemos apreciar a Mata Atlântica que se harmoniza ao cenário tornando-o mais belo, aconchegante e calmo.
Sendo um local de preservação natural para manter o ecossistema em equilíbrio a legislação do Parque proíbe acampar, caçar, pescar, acender fogueiras no local, retirar qualquer exemplar da fauna e flora da mata, mar, dos costões e das praias. Fica proibido também colher frutos ou plantas, levar animais domésticos e abrir caminhos pela mata. Na ilha não existe coleta de lixos e cabe ao visitante guardar os lixos e não jogá-los ao mar. As embarcações devem está o mais regulado possíveis para evitar derramamentos de óleo no mar.
Para os surfistas que adoram altas ondas e muita aventura a praia Maresia é o ponto de encontro dos jovens e famosos. Lá vão encontrar campeonatos de surf, shows e muita adrenalina. Uma outra opção é a praia de Itamambuca também muito freqüentada e do Felix localizada à 12 quilômetros do centro de Ubatuba. Próximo ao centro também se encontra a praia de Sununga, de ondas fortes e clima jovial que possuí em seu cartão postal a lendária Gruta que Chora cujas paredes vertem água.
Quem gosta de experimentar variedades e conhecer pratos diferentes terá o prazer de saborear as especialidades de Ubatuba, os pratos mais famosos são o Peixe com Banana, Palmito na Brasa e o Azul Marinho regados com frutos do mar. Sem esquecer da grande especialidade Picanha na Tabua, nome de um restaurante por sinal situado em Itaguá que serve o prato, bastante apreciado pelos visitantes que já tiveram a oportunidade de degustar esta especialidade.
Quando o assunto é agito e muita badalação a Areia Summer na Praia Vermelha do Norte assume a primeira posição no ranking, ao som dos melhores DJ’S, bandas de qualidade, um camarote VIP e sushi bar além de muita gente bonita e animada.
O espaço possui 2000 mil metros quadrados construídos superior a 4000 mil pessoas.
A Hospedagem fica de acordo com a opção do visitante podem acampar nas áreas apropriadas para camping, têm pousadas, hotéis ou chalés. Alguns hotéis oferecem promoções para mais de cinco diárias. Os preços são de acordo com a alta e baixa temporada de visitantes podendo variar de R$160,00 (cento e sessenta reais) à R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais).
Tati da Hora

26 setembro 2006

Vi no orkut da minha amiga Milena e achei muito interessante!

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo músicas e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar! Viva!! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante."
Charlie Chaplin

25 agosto 2006

Soneto de Felicidade



De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

02 agosto 2006

O centenário do 14-Bis

Conhecido como o pai da Aviação Santos Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873, na fazenda de Cabangu, perto de Palmira, hoje Santos Dumont, em Minas Gerais. Faleceu aos 59 anos e durante os anos em vida conseguiu deixar a sua trajetória marcada pela sua experiência em vôos mirabolantes, persistência e por ter acreditado em seus sonhos.
Desde criança mostrou-se muito dedicado a área de mecânica. Enquanto adolescente inspirava-se nas obras de Júlio Verne, os quais com suas arrojadas previsões sobre o progresso da ciência, lhe causaram impressão profunda. Seu pai de ascendência francesa, Henrique Dumont, engenheiro e próspero fazendeiro de café, viajou com a família para Europa no intuito do seu filho Santos Dumont estudar física, química, mecânica e eletricidade em Paris, na esperança de ser o lugar ideal para que ele desenvolvesse suas aptidões.
Dotado de inteligência ímpar, sempre progredindo nos seus conhecimentos e experiências de mecânica, Dumont dedicou-se inicialmente ao automobilismo, mas não demorou em seguir a carreira de aeronáutica, concentrando-se o seu objetivo na conquista do ar. Nesse período dois pensamentos o dominaram: o balão pode ser dirigido e o motor tem que ser forte e leve. Teve grandes experiências ao manifestar interesse pela construção de balões, chegou a fazer trinta ascensões em balões alugados, enfrentando dificuldades e perigos para aprender o que precisava. Mostrando astúcia e perspicácia, fabricou com operários contratados, um balão usando pela primeira vez, seda japonesa envernizada, e em singela homenagem à sua pátria mãe, o batizou de “Brasil”. O balãozinho tinha um volume de apenas 113 m3 , quando a média era de 500 a 3.000 m3 , e, com suas pequenas proporções, que criavam um problema aparentemente insolúvel de manutenção da estabilidade. No entanto, foi considerado um notório feito em técnica. O “Brasil” foi pilotado pela primeira vez em 04 de Julho de 1898, no Jardim Aclimação, em Paris.
Nessa mesma época Santos Dumont, decidiu testar a utilização de um motor a gasolina em aeróstatos, o que representaria um grande passo para solucionar o problema da sua dirigibilidade. Surgiu então o seu segundo balão, “A Música”, um pouco maior que o anterior e subiu mais alto. O terceiro balão criado era bem arrojado, semelhante a um charuto, possuía leme e hélice, sendo chamado de “Santos Dumont n°1”. Pesando 30 kg, com 25 m de comprimento, 3,5m de diâmetro e volume de 180m3, o balão era impulsionado por um motor de 3,5 HP, a gasolina. Seria a primeira vez que se aplicava motor a um balão, coisa que até então inimaginável. O fato de ter rasgado ao subir, não ofuscou o brilho do momento em que, Santos Dumont, rodeado de centenas de pessoas, alcançou o ar imbuído pelo impulso de uma salva de aplausos.
As experiências de Dumont ficaram conhecidas no mundo inteiro. Cada nova invenção que realizava, era numerada e aperfeiçoada uma a uma, sempre na intenção de conseguir chegar a aeronave que demorasse mais tempo no ar.
Com o “n° 5” tentou ganhar o prêmio Deutsch no valor de cem mil francos, precisando, para isso, alcançar o feito de realizar com seu invento uma volta em torno da Torre Eifel. Na ocasião, devido a um escapamento de gás, foi de encontro a umas pedras e isso quase lhe custou a vida. Entretanto isso não intimidou, disputando novamente o prêmio Deutsch com o “n°6”. A nova máquina de 32 metros de comprimento por 6 metros de diâmetro, realizou a subida na presença de inúmeras pessoas, em 1901. Durante mais de uma hora manobrou com facilidade, dando-se apenas, na decida um pequeno acidente. Todos acharam que o prêmio estava ganho. Essa porém, não foi a opinião do júri, o que deu motivo a inúmeros artigos apaixonados nos jornais. O caso foi resolvido pelo próprio Deutsch, que entregou os cem mil francos a Santos Dumont. Este, demonstrando que possuía além de uma enorme criatividade também um senso enorme de generosidade, distribuiu o valor ganho entre os operários e os pobres.
As últimas experiências foi com o “14-Bis”, que o fez ganhar no dia 23 de outubro de 1906, a taça Archdeacon e um prêmio em dinheiro no valor de três mil francos. Com o “14 Bis” Santos Dumont conseguiu chegar a 100 metros distantes do solo. A população gritou entusiasmada, acenando com as mãos e os lenços, pois sabiam que Santos Dumont havia conquistado o céu e as alturas, num aparelho mais pesado que o ar.
Cansado de lutar tantos anos, voltou ao Brasil, onde fixou sua residência, tendo antes feito uma série de viagens pela Europa e América. Porém, o grande dissabor do Pai da Aviação foi ter visto o seu invento empregado como arma destruidora na Primeira Grande Guerra Mundial.
Muitos anos se passaram e com a evolução da tecnologia e os primeiros passos de Santos Dumont, o homem também criou asas e armas bem mais pesadas que o ar, conseguindo destruir vidas, quebrar esperanças e redimir sonhos. No entanto, a despeito do uso indevido e irracional do seu invento, sua experiência serve de exemplo para demonstrar que, para aqueles que conseguem enxergar além do que lhe é mostrado no horizonte, nem o céu é o limite.
Tatiane da Hora

18 julho 2006

Resenha do Livro A Sangue Frio

Em meio as mais variadas obras de ficção surge um novo modelo de se contar uma história. Ricas em detalhes minuciosos, o livro reportagem “A Sangue Frio” de Truman Capote, conta a história do trágico assassinato dos quatros membros da família Clutter.
Baseado em fatos reais Truman Capote levou seis anos colhendo dados, fazendo reportagem e entrevista que pudesse ajudar no desenvolvimento do seu livro reportagem. O crime aconteceu na madrugada do dia 15 de novembro de 1959, na fazenda das vítimas em Holcomb, uma vila no oeste do Kansas no centro dos Estados Unidos. Ao redor da fazenda na existia vizinhança por perto, só uma pequena casa com poucos cômodos que abrigava o velho empregado da fazenda, sua esposa e um filho - que na noite do crime estava doente. A noite estava fria quando quatro disparos juntaram-se ao barulho da “histeria aguda dos coiotes, o arrastar seco de folhas sopradas com o vento e o lamento distante dos apitos da locomotiva”, nada se pode ouvir naquela noite, nem gritos, nem sussurros e nem pedidos de socorro, parecia ser um crime perfeito.
Foram quatro pessoas assassinadas de uma mesma família, Hebert William Clutter era o dono da fazenda, tinha 48 anos, forte e muito respeitado na vila. O sr Clutter como era chamado, não possuía inimigos, homem correto, digno e muito religioso, vivia para sua família. Sua esposa a sra Bonnie Fox tinha 45 anos, mal saía de casa, vivia doente cm leves problemas nervosos. Passava a maior parte do seu tempo lendo livros ou na sua janela onde apreciava o lindo jardim da sua residência. Com eles moravam os dois filhos adolescentes, Nancy Clutter e Kenyon Clutter. Nancy era uma garota meiga, inteligente e muito atenciosa, possuía cabelos lisos o qual escovava cem vezes pela manhã e cem vezes pela tarde. Sempre dotada de grandes qualidades o que mais gostava de fazer era andar a cavalo com sua melhor amiga Susan, a qual dividia o seu sonho de entrar na Universidade de artes. Kenyon Clutter seu irmão caçula não era de muita conversa, gostava de caçar faisões e coiotes.
Nem ouve tempo para despedidas cada um foi assassinado e amarrado de uma maneira diferente com as bocas amordaçadas com fitas adesivas. Os assassinos fugiram levando quarenta dólares, um rádio Zenith e um par de binóculos.
Perry Edward Smith de 36 anos e Richard Eugene Hinckcok 33anos, foram os autores do crime que abalou os Estados Unidos naquela época. Perry filho de irlandês com índia cherokee, assaltante, tocava gaita e violão, dele partiu os quatros tiros que tirara a vida da família Clutter. Já Hinckcok era filho de um casal de fazendeiros pobres, tinha sido mecânico, assaltante e assassino de um negro, e foi ele quem teve a brilhante idéia de planejar o drástico fim dessa família.
Ambos foram condenados a pena de morte no dia 14 de abril de 1965, quase seis anos depois da tragédia. Perry Smith na hora de sua sentença de morte mostrou-se arrependido e pediu desculpas. Hinckcok não se arrependeu mantendo a classe e seu olhar frio.
Ler o livro “A Sangue Frio” é como se a todo tempo estivéssemos cara-á-cara com os assassinos. Truman Capote apesar de muitas vezes exagerar nos detalhes nos leva a imaginar a cada página, o cenário onde se passou a história. Extremamente envolvente o livro consegue prender atenção do leitor em alguns momentos, em outros - devido aos detalhes – atrapalha um pouco o leitor, que se perde na leitura tendo que voltar a página anterior para dar continuidade.
Apesar da riqueza de conteúdo que compõe o livro reportagem, achei o livro um pouco cansativo mais muito interessante. A forma como Capote utilizou na coleta de dados das entrevistas foi muito curioso, segundo ele não utilizou o gravador e nem tomou nota na frente dos entrevistados e ainda assim teve um aproveitamento de noventa e cinco por cento. É difícil de acreditar numa coisa dessas já que de acordo com o livro ele entrevistou dezenas de pessoas e conseguiu lembrar de todas as entrevista, é complicado. Mais vale a pena sim, mergulhar nesse novo gênero que o autor criou, um romance literário investigativo sem ficção como afirma.

30 junho 2006

Negra Bela!!!


"Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça,
É ela menina, que vem e que passa,
Num doce balanço, a caminho do mar.
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que já vi passar..."

29 junho 2006

Luta, fé e coragem

Natural da cidade de São Nicolau município de Tanquinho em Feira de Santana, a Sra Maria Genide vendedora ambulante há 20 anos, conseguiu realizar o seu sonho através dos seus dois únicos filhos.
Desde de menina como conta, acordava cedo e trabalhava na pequena roça dos seus pais com seus 13 irmãos. “ A vida nunca foi fácil para mim, meu pai sempre foi um homem digno e respeitado no lugarejo, mas quando criança já passei por momentos difíceis, como tinha muito irmãos, além de trabalhar na roça vendia ovo de galinha para comprar roupa, calçado e ajudar nas despezas em casa,” diz Maria Genide.
Com 16 anos, a mesma resolveu tentar a vida na cidade de Feira de Santana almejando ter uma condição melhor e digna. Seu primeiro emprego foi como empregada doméstica numa casa de família, passou por momentos humilhantes, mas recompensadores. Nesse período terminou o colegial e conseguiu se formar em Magistério, o curso oferecido naquela época, casou-se e teve dois filhos com o Sr. Domingos Sérgio, que convive há 25 anos.
Apesar da pouca experiência, coragem para trabalhar que não faltava. Para melhorar o orçamento de casa começou a vender roupas de casa em casa, viajar atrás de novidades para suas freguesas e com um tempo montou uma barraca de feira onde vendia suas roupas e garantia o sustento de seus filhos. “Eu acordava 4h da manhã, tinha um carro que pegava-me em casa por que a sacola era muito pesada e eu não agüentava carregar. Lá eu armava a banca e colocava minhas confecções em cima, comia na rua quando conseguia vender bem, se a feira não desce boa, não comia para não gastar o dinheiro e faltar para meus filhos,”conta Sra Maria.
Seus filhos sempre estudaram em colégio particular, para ela o futuro deles seria garantido nos estudos. Nunca se importou de gastar em relação ao ensino deles, comprava todo material escolar, fardas, tudo o que a escola exigia todo ano. Para eles nada faltava. “ Já passei fome pelos meus filhos, e hoje sou grata a Deus por todos os meus esforços. A cada ano era uma nova experiência que eu vivia, às vezes não sabia o que fazer para mantê-los na escola, a mensalidade aumentava eu já não vendia mais como antes, sempre tive muita fé em Deus e é ele que me sustenta até hoje e me ajuda na educação dos meus filhos,” argumenta Sra Genide.
Com o apoio do marido a luta para ver os dois filhos formados ainda é grande. Apesar da dura vida que passou, a vitória da sra Maria Genide não demorou a acontecer. Em 2003 ela recebeu a melhor recompensa de sua vida, o seu filho mais novo tinha passado em quatro universidades da Bahia no curso de medicina. “Lembro-me como se fosse hoje, a minha alegria foi tanta que não sabia se ria ou chorava, é uma emoção que nunca pensei em sentir na minha vida,” mostra com orgulho o quadro que fez para ele e os jornais com o nome dele impresso na UESC( Universidade Estadual de Santa Cruz), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) e EBMSP (Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública).
Sua filha que é a mais velha está terminando a faculdade no curso de Jornalismo, passou primeiro do que o menino e é o orgulho dos pais. “Hoje se Deus me tirasse a vida morreria feliz, e muito feliz, tenho dois filhos maravilhosos, e como em um passo de mágica conseguiu realizar o meu sonho e sonho do pai deles, que foi crescer na vida, não precisando passar pelo o que eu passei”, diz sra Maria Genide com lágrimas nos olhos.

Tatiane da Hora